A rede social está testando sua primeira ferramenta para impedir interferências em suas plataformas durante uma eleição. A experiência está sendo realizada na Irlanda, onde acontece em maio uma consulta pública para ver se a população apoia uma legislação que proíbe totalmente o aborto no país. Entretanto, analistas acreditam que a plataforma falhou.
De acordo com Zuckeberg, o primeiro teste seria no Canadá e a ferramenta iria permitir que usuários pudessem ver todas as campanhas que aquela mesma conta estivesse produzindo, além de revelar de quem era a conta. Dessa forma, seria possível ver se um candidato, por exemplo, produziu peças publicitárias e que se contradizem, apenas para focar em um determinado público.
Esta mesma técnica está sendo usada pela segunda vez na Irlanda. Analistas revelaram ao Business Insider, que a ferramenta ainda não é boa o bastante para evitar este tipo de interferência. Isso porque, ao perceber quem está efetivamente bancando e produzindo a campanha, a ferramenta mostrou um outro problema: grande parte das publicidades em relação ao referendo estão sendo feitas fora do país.
Uma iniciativa para a transparência do processo (TRI, em inglês) criou um grupo de voluntários para montar uma planilha com o nome de todas as empresas e pessoas que estão bancando os espaços publicitários no Facebook relacionados à votação. Após análise foi descoberto que entidades contra o aborto dos Estados Unidos e Canadá estavam bancando ações na rede da Irlanda, por exemplo.
Uma notícia falsa com uma montagem a respeito da rede de televisão RTÉ News foi também veiculada no país. Essa sequência de fatos questiona a eficácia da iniciativa do Facebook. Após o ocorrido nas eleições nos Estados Unidos, a rede social passou a proibir campanhas externas que não fossem feitas por contas de dentro do país, ao menos até o pleito acontecer.
Contraponto – O Facebook respondeu ao veículo de comunicação dizendo que a ferramenta ainda está em fase de testes na Irlanda e que terá uma verificação quando for levada para âmbito global, o que vai obrigar os contratantes da publicidade a estarem no país onde a eleição está acontecendo.
A rede social afirmou que a ferramenta de verificação de publicidade estrangeira já está em funcionamento na Irlanda e que vai trabalhar em conjunto com empresas locais com o TRI para garantir a isenção da votação.
A polêmica ganhou força após o escândalo da Cambridge Analytica, empresa que teria utilizado dados de 87 milhões de usuários do Facebook para produção de peças publicitárias que teriam influenciado as eleições de Donald Trump nos Estados Unidos e do Brexit, no Reino Unido.
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Fonte: Business Insider. Foto: Divulgação.





