Neste ano, a expansão do e-commerce no Brasil bateu recorde importante. Atualmente, o setor possui mais de 1,3 milhão de lojas online, representando um ritmo de crescimento de 40,7% ao ano. O crescimento é um indicador do grande esforço que negócios de todos os portes têm feito para alcançar o consumidor em plena pandemia de covid-19, segundo a 6ª da pesquisa “Perfil do E-Commerce Brasileiro”, realizada por meio de uma parceria entre BigData Corp. e PayPal Brasil.
Com decretos, assinados por autoridades municipais e estaduais, proibindo abertura de lojas físicas, a necessidade de digitalização das empresas se tornou ainda mais fundamental. E o resultado foi o avanço das vendas digitais. Em 2019, 26,93% dos e-commerces eram de pequeno porte e faturavam até R$ 250 mil por ano, hoje eles passaram a representar perto da metade das lojas online (48,06%).
“O que percebemos nesta edição da pesquisa Perfil do E-commerce Brasileiro é que muitos negócios tiveram de migrar para a versão online por causa da pandemia – para serem capazes de manter um mínimo de vendas e conseguirem sobreviver. Isso, claro, somado ao amadurecimento que o setor vem apresentando no decorrer dos últimos anos – haja visto o crescimento registrado em 2019, que já havia batido os 37%. Sabemos que o meio digital é o caminho natural para qualquer empresa que tenha a pretensão de se manter viva e atuante no mercado, mas a Covid acelerou muito a tomada de decisão de muitos lojistas. Como sempre, crise e oportunidade parecem caminhar juntas”, comenta o diretor de Desenvolvimento de Negócios do PayPal Brasil, Thiago Chueiri.
De acordo com a pesquisa, que desde 2014 monitora os movimentos e tendências do setor, o e-commerce no Brasil também segue amadurecendo: 55,68% já adotam meios eletrônicos de pagamento, representando um aumento de 5,4% em relação ao estudo do ano passado. Mais de 3/4 das lojas online (76,55%) se encontram em uma das 211 plataformas de e-commerce mapeadas, aumento de 2,52% em relação ao mesmo período.
“Para enxergar a presença do pequeno empreendedor no e-commerce brasileiro é preciso avaliar quantos e-commerces não têm sequer um único empregado: pela primeira vez este ano eles são maioria, ou 52,63%. Quando o corte são as lojas online com até 5 empregados, o universo desses pequenos negócios abrange mais de 3/4 do total de comércios eletrônicos” Thoran Rodrigues, CEO e fundador da BigData Corp.
Confira, abaixo, outros pontos destacados pelo estudo:
- O e-commerce já é responsável por 8,48% do total de sites na internet brasileira. Essa fatia não passava de 2,65% há cinco anos;
- 88,77% dos sites de e-commerce no Brasil recebem até 10 mil visitas mensais; no extremo oposto, 8,73% são grandes sites, com mais de meio milhão de visitas mensais. Os 2,5% restantes estão na faixa intermediária: recebem entre 10 mil e meio milhão de visitas por mês;
- Perto de 3/4 dos e-commerces (76,55%) oferecem até dez produtos em seus sites; 12,17% oferecem de 11 a 100 produtos; enquanto 11,28% apresentam mais de uma centena de produtos;
- São Paulo segue sendo o estado que concentra a grande maioria dos e-commerces no Brasil: 58,95% deles. Em segundo lugar, mas muito atrás, está o Rio de Janeiro, com 6,93%, e Minas Gerais, com 6,2%;
- Mais de três quartos (76,67%) das ofertas de produtos nos e-commerces brasileiros custam menos de R$ 100; 10,31% delas situam-se entre R$ 100,01 e R$ 500; em seguida há a faixa dos produtos acima de R$ 1 mil, com participação de 10,07%. Vale notar que a faixa de preços com a menor participação, 2,95%, é a das ofertas entre R$ 500,01 e R$ 1 mil (*);
- As mídias sociais já são adotadas por cerca de 70% (68,63%) das lojas online;
- O YouTube cresceu em importância no e-commerce brasileiro: entre as lojas online que se utilizam de mídias sociais, ele está presente em 39,87%, aumentando sua participação em 7,65 pontos percentuais em relação a 2019. A plataforma fica atrás apenas do Facebook, presente em 54,18% dos comércios eletrônicos do País. Na sequência vêm Twitter, com 30,45% de participação; Instagram, com 21,16%; e Pinterest, com 4,81%;
- Entre as soluções adotadas pelas lojas online, a mais popular é a das plataformas fechadas (63,41%), que vêm conquistando participação gradual e constante desde o início da série histórica. Em seguida, as lojas sem plataforma são o formato preferido por quase um quarto dos e-commerces (23,45%). Plataformas abertas respondem por apenas 13,14% do total de e-commerces;
- A adesão ao SSL (Secure Sockets Layer), uma camada de segurança que criptografa os dados transacionados entre consumidor e loja online, voltou a crescer e hoje se encontra em 88,43%. Essa adesão só foi maior em 2017, quando chegou a 91,27%;
- 81,96% dos e-commerces no País já são responsivos, ou seja, já estão preparados para serem acessados em qualquer tela, inclusive a do celular. Este é mais um recorde desta edição da pesquisa;
- Já a presença de analytics caiu 6,4 pontos percentuais entre as lojas online este ano, para uma participação de 48,55%.
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Marketing de Conteúdo e de Influência (com Guga Mafra e Paulo Silveira)





