“Está no ar a PRF-3-Tv Tupi de São Paulo, a primeira estação de televisão da América Latina”. Esta frase do ator Walter Forster marcou o início da TV no Brasil há exatos 70 anos.
A primeira transmissão de TV brasileira, que aconteceu no dia 18 de setembro de 1950, com a TV Tupi – iniciativa do empresário Assis Chateaubriand (Chatô) – foi feita apenas para 200 aparelhos. Hoje, são mais de 100 milhões de televisores ligados em uma das maiores indústrias criativas do mundo.
Entretanto, não apenas o número de aparelhos de TV mudou nestas sete décadas. Produtos, formatos e conteúdos foram sendo adaptados e criados ao longo dos anos, mas talvez a principal mudança seja mesmo o jeito de assistir/consumir produções audiovisuais.
Esse comportamento do público é confirmado com números, uma vez que os serviços de streaming já representam a segunda maior audiência do mercado de entretenimento no país. Em junho deste ano, segundo dados publicados pela coluna de Ricardo Feltrin, no UOL, serviços como Netflix, Amazon Prime Video e outros acumularam 15% de market share e uma média de sete pontos no Ibope. O percentual é superado somente pelos números da Globo, com 15 pontos e 32,6% de participação no mercado.
O número pode ser ainda maior, pois não foi analisado o consumo de mídia por streaming por meio de smartphones ou tablets. A estatística é feita com referência à chamada faixa comercial do Ibope, período diário que vai das 7h à meia-noite.
No período analisado, 15 em cada 100 televisores estavam consumindo conteúdo por streaming, com os sete pontos de Ibope, representando 1,7 milhão de pessoas conectadas às plataformas digitais, nas 15 maiores regiões metropolitanas do Brasil.
Atualmente, diversas empresas estrangeiras e nacionais disputam uma fatia deste mercado que cresce e se consolida a cada dia. Entre elas, estão serviços que já nasceram com o formato de streaming, como a netflix (líder mundial do setor), e outras plataformas são apostas de emissoras e grandes estúdios, como o Globo Play e o HBO Go. O último modelo, apresenta tanto conteúdos desenvolvidos para TV quanto produções pensadas e exclusivas para o serviço de streaming.
Engana-se quem pensa que são apenas filmes, séries, novelas que atraem o público para o streaming, a transmissão online de esportes também tem seu espaço, confirmando que caminhamos cada vez mais para um futuro de conteúdos segmentados e online.
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Como as fintechs estão revolucionando o mercado financeiro [com Giba Martins (EBANX) e Tito Gusmão (Warren)]





