A Suprema Corte do Reino Unido decidiu que um grupo de motoristas parceiros da Uber tem direito a garantias trabalhistas. A decisão, tomada na sexta-feira, dia 19, é considerada como um “golpe” para players do setor de economia compartilhada.
Hoje, os motoristas parceiros da Uber são tratados como autônomos, ou seja, por lei, recebem proteções mínimas. A companhia tentou manter esse status por meio de ações judiciais contínuas, mas sem obter sucesso.
“A Suprema Corte rejeitou por unanimidade o recurso da Uber”, disse o juiz George Leggatt. Segundo o magistrado, a legislação visa dar “certas proteções a indivíduos vulneráveis que têm pouco ou nada a dizer sobre seu salário e condições de trabalho”.
De acordo com a Uber, o veredito da Corte não se aplica a todos os seus atuais 60.000 motoristas na Grã-Bretanha, incluindo 45.000 em Londres. “Respeitamos a decisão da Corte, que se concentrou em um pequeno número de motoristas que usaram o aplicativo Uber em 2016”, disse Jamie Heywood, representante da Uber para o Norte da Europa e Leste Europeu.
Fonte: CNN. Foto: Divulgação.





