O dinheiro digital emitido por bancos centrais pode fazer com que moedas estrangeiras substituam efetivo doméstico, disse o Fundo Monetário Internacional (FMI), na segunda-feira, dia 19. A autoridade alertou que o movimento também pode impulsionar fluxos ilícitos de capital se não houver salvaguardas apropriadas.
Bancos centrais de diversos países estão estudando a emissão de suas próprias moedas digitais, as CBCDs. Esse movimento iniciou após o Facebook anunciar, em 2019, planos para o lançamento da libra. Porém, junto com os estudos destes bancos centrais está a preocupação com a possível perda de controle sobre sistemas de pagamentos se moedas emitidas por agentes privados forem aceitas amplamente.
Para o FMI, as consequências políticas e econômicas das CBDCs e das emitidas por entes privados dependem da adoção, algo difícil de prever uma vez que as CBDCs ainda estão longe da realidade. Enquanto ao futuro da libra, a autoridade monetária acredita que é incerto.
As CBDCs e stablecoins podem aumentar pressão por uma “substituição monetária”, com moedas estrangeiras podendo vir a substituir as emitidas localmente, afirma o FMI. Tal substituição pode corroer o controle sobre a liquidez doméstica, reduzindo a estabilidade da demanda de dinheiro e enfraquecendo o impacto da política monetária.
O FMI, também, destacou que sem salvaguardas devidas, CBDCs estrangeiras e stablecoins podem também impulsionar fluxos ilícitos e tornar mais difícil para autoridades locais o controle de movimentos de capital.
Benefícios – Para a autoridade monetária, os benefícios das CBDCs e stablecoins em transações entre países são “conceitualmente claros”, mas ainda difíceis de se quantificar. O FMI também afirmou que a emissão de CBDCs pode ajudar moedas a se internacionalizarem ou conseguirem condição de moedas de reserva, acrescentou.
Fonte: Reuters. Foto: Divulgação.
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